Objectivo: Identificar e discutir as características atribuídas ao estudante digital.
Competências: Definir o perfil do estudante digital.
Actividades: as actividades deste tema consistiram em desenvolver em grupo o perfil do estudante digital, dar a conhecer o trabalho aos restantes grupos e de seguida efectuar a discussão entre todos.
Duração: De 4 a 28 de Março.
Recursos de Aprendizagem: Prensky, M. (2004) The Emerging Online Life of the Digital Native: What they do differently because of technology and how they do it. 1-14.
Prensky, M. (2001) Digital natives, digital immigrants. In On The Horizon (Vol9, nº 5). NCB University Press.
Fonte: Silva, M., 2010, UC Medias Digitais e Socialização, Plataforma de aprendizagem da Universidade AbertaAprendizagens efectuadas
Esta temática foi um estímulo à pesquisa e reflexão. De facto, nesta “correria” do dia-a-dia em que as atenções estão focalizadas em assuntos paralelos, alguma da realidade que nos rodeia é incorporada sem dedicar-lhe uma reflexão sistematizada e significativa. Esta temática contribuiu para reflectir sobre as diferenças existentes entre os nativos e os imigrantes digitais e sobre a problemática que envolve o contexto educacional e os sistemas associados com a introdução das tecnologias de informação e comunicação.
Ao longo da evolução e desenvolvimento do homem/ sociedade houve sempre períodos de transicção que exigiram maior ou menor adaptação dos principais intervenientes e agentes, no momento. O período em que vivemos tem sido muito exigente para os que já estão no activo e que não tiveram na sua “formação educacional” contacto com os media digitais. Actualmente coexistem no mercado os que tiveram de se adaptar com os que já nasceram e estão a desenvolver-se no novo contexto.
A escola não pode nem deve esquecer o seu “core Business” mas deve incorporar o que a tecnologia (meios digitais, instrumentos…) lhe proporciona assim como a ciência da educação (novas abordagens de ensino e aprendizagem) no sentido de efectivar o seu papel como agente de mudança.
Existe de facto diferenças entre a substância e a forma como aprendem as crianças e os jovens e o processo de ensino e aprendizagem formal proporcionado pelo sistema educacional. Os media digitais e sobretudo a Internet estão a revolucionar os vários sub-sistemas da sociedade e todos somos influenciados por aquelas . Tal como refere Prensky, provavelmente até os cérebros estarão diferentes daqueles que são considerados os estudantes digitais. Os contextos educacionais têm de rever as metodologias pedagógicas (terão de traçar estratégias pedagógicas adequadas às características dos estudantes. As metodologias têm de ser mais variadas com recurso a várias técnicas, visando a construção da aprendizagem partilhada e significante) de forma a integrarem os media digitais e retirarem todo o seu potencial na formação das crianças, jovens e educadores. Os educadores têm de ajustar o seu papel ao de orientador na pesquisa e na construção do conhecimento significativo, têm de orientar os estudantes ao nível das competências básicas de adaptabilidade, de reflexão e crítica, tem também de vê-los como parceiros activos no processo de ensino-aprendizagem, assim como têm de estar abertos a partilhar com os seus pares, têm de estar receptivos a aperfeiçoar o seu conhecimento e as competências de forma contínua (estes profissionais terão de estar receptivos a aprender para além das temáticas específicas da sua formação académica. Terão de efectuar aprendizagens transversais e estruturantes neste novo contexto educacional, tais como ao nível dos recursos multimédia e medias digitais, trabalho de projecto, motivação e criatividade, resolução de problemas, metodologias e técnicas pedagógicas, empreendedorismo.Terão de criar e participar em grupos de trabalho nas instituições, tendo em vista a compreensão do perfil do estudante actual e a melhoria da adequabilidade da “instrução”. ). No entanto, a utilização e a aplicação dos media digitais estará muito dependente do que estas representam para cada um.
As crianças e jovens estudantes, devido às tecnologias de informação e comunicação têm à sua disposição condições de aprendizagem que também exigem destes, novos comportamentos no contexto educacional e em todos os sectores da sociedade, pretende-se que caminhem para uma maior autonomia e responsabilidade e que desenvolvam atitudes de partilha e de colaboração.
Considerando o exposto, todos os que estão envolvidos directamente neste processo devem ter sempre presente que a finalidade da educação é formar pessoas para serem capazes de se "governarem"sozinhos e não serem "governados" pelos outros.
A informação divulgada pela colega Anabela, sobre a comparação entre alunos e professores, disponível em http://www.scribd.com/doc/9196803/Estudantes-Nativos-Digitais-Tabela, é uma síntese interessante sobre o a diferença entre como se ensina e como se aprende na maioria dos casos no contexto educacional. Segue-se a descrição:
Professores imigrantes preferem: Transmissão da informação de forma lenta e controlada, com recursos a fontes limitadas como as aulas e os manuais escolares; Realizarem uma tarefa de cada vez; Ensinarem recorrendo ao texto do manual escolar; Seguirem o programa da disciplina e transmitirem a informação de forma lógica e sequencial; Que os estudantes trabalhem sozinhos; Ensinarem “just-in-case”; Adiarem as gratificações e os prémios para o final do período ou do ano lectivo; Serem orientados para o trabalho, limitando-se a cumprir o programa e a fazerem os testes de avaliação.
O desenvolvimento contínuo provoca mudanças que têm de ser interpretadas pelo sistema educacional (em sentido lato) de forma a identificar os conhecimentos e as competências técnicas necessárias na sociedade, incluindo as relacionadas com carácter, valores e atitude. Os futuros profissionais estarão devidamente estimulados para a utilização das tecnologias de informação e de comunicação. Estas fazem "parte de si", para além dos conhecimentos que possuem.
Trabalho desenvolvido
Efectuei as leituras recomendadas e desenvolvi a actividade de grupo integrada no Grupo Amarelo, com mais três colegas. No início da actividade fiz uma proposta de planeamento do trabalho junto dos restantes elementos do grupo. Contribui para o conteúdo base dos slides e sugeri alterações na fase de revisão.
No âmbito do fórum de discussão contribui com a minha opinião para as duas questões (Sabendo nós da inevitável alteração do perfil das crianças/jovens enquanto estudantes/cidadãos, que desafios se colocam a quem tem a tarefa de os instruir/formar? ; Estarão melhor preparados para o futuro, do que as gerações que se encontram activas profissionalmente, mas que não nasceram no contexto tecnológico que se assiste nos dias de hoje? Se sim, em que aspectos?) formuladas pela professora da UC.
Dificuldades sentidas durante a realização das actividades
No período em que decorreu esta temática estava com pouquissíma disponibilidade.
Durante a realização da actividade de grupo houve algumas dificuldades de comunicação devido à utilização de canais diversificados e não comuns a todos os elementos. Este facto teve algumas desvantagens.
Durante a realização da actividade de grupo houve algumas dificuldades de comunicação devido à utilização de canais diversificados e não comuns a todos os elementos. Este facto teve algumas desvantagens.
Pertinência das actividades para a aprendizagem
As actividades desenvolvidas no âmbito do tema foram adequadas e contribuíram para efectuar novas aprendizagens. A pesquisa e as leituras efectuadas contribuíram de forma significativa para além da discussão realizada.









