Objectivo: Reconhecer a influência dos media digitais na construção da identidade social dos jovens.
Competências: Analisar e discutir o papel dos media digitais na construção da identidade social dos jovens.
Actividades: Leitura e síntese de um dos textos disponibilizados nos Recursos a desenvolver em grupo. Disponibilização da síntese para todos os grupos e realização de discussão geral/debate.
Duração: De 19 de Abril a 9 de Maio.
Recursos de Aprendizagem: Texto 1 - Weber, S.; Mitchell, C. (2008). Imaging, Keyboarding, and Posting Identities: Young People and New Media Technologies. In Youth, Identity, and Digital Media: 25-47.
Texto 2 - Stern, S. (2008). Producing Sites, Exploring Identities: Youth Online Authorship. In Youth, Identity, and Digital Media: 95-117.
Texto 3 - Boyd, D. (2008). Why Youth ♥ Social Network Sites: The Role of Networked Publics in Teenage Social Life. In Youth, Identity, and Digital Media: 119-142.
Texto 4 - Stald, G. (2008). Mobile Identity: Youth, Identity, and Mobile Communication Media. In Youth, Identity, and Digital Media: 143-164.
Texto 5 - Goldman, S.; Booker, A., & McDermott, M. (2008). Mixing the Digital, Social, and Cultural: Learning, Identity, and Agency in Youth Participation. In Youth, Identity, and Digital Media: 185-206.
Texto 6 - Yardi, S. (2008). Whispers in the Classroom. In Digital Youth, Inovation, and the Unexpected: 143-164.
Bibliografia Complementar
http://cies.iscte.pt/destaques/documents/E-Generation.pdf
Texto 2 - Stern, S. (2008). Producing Sites, Exploring Identities: Youth Online Authorship. In Youth, Identity, and Digital Media: 95-117.
Texto 3 - Boyd, D. (2008). Why Youth ♥ Social Network Sites: The Role of Networked Publics in Teenage Social Life. In Youth, Identity, and Digital Media: 119-142.
Texto 4 - Stald, G. (2008). Mobile Identity: Youth, Identity, and Mobile Communication Media. In Youth, Identity, and Digital Media: 143-164.
Texto 5 - Goldman, S.; Booker, A., & McDermott, M. (2008). Mixing the Digital, Social, and Cultural: Learning, Identity, and Agency in Youth Participation. In Youth, Identity, and Digital Media: 185-206.
Texto 6 - Yardi, S. (2008). Whispers in the Classroom. In Digital Youth, Inovation, and the Unexpected: 143-164.
Bibliografia Complementar
http://cies.iscte.pt/destaques/documents/E-Generation.pdf
Fonte : Silva , M., 2010, Médias UC Digitais e Socialização , Plataforma de Aprendizagem da Universidade Aberta
Aprendizagens efectuadas
"Internet e seus recursos proporcionam a sensação de aventura, poder, alegria, crescimento, transformação de si e do mundo e, ao mesmo tempo, dão unidade e dispersão (...) [há uma busca] de integração, de interacção, de descoberta de si e do outro, e assim se constroem identidades múltiplas, diversas e virtualizadas. (OLIVEIRA, 2004)".
É claro e está confirmado o valor significativo que os medias digitais (genericamente as TIC) têm na construção da identidade social dos adolescentes e jovens. Estes meios fazem parte integrante da sua vida, são o prolongamento do seu “eu”(capacidades, necessidades, hábitos e rotinas…), e são veículos de interacção, de conhecimento, de construção, de “reinvenção” e de desafios. Contribuem para o seu desenvolvimento cognitivo, social e emocional. Os adolescentes e jovens, utilizam-nos para as suas actividades de socialização e construção da sua identidade.
Na comunicação que estabelecem, independentemente do canal utilizado expressam elementos da sua identidade, incorporam outros e também promovem. Enquanto vão interagindo vão construindo os seu traços de identidade e vão-se ajustando conforme as preferências, o sentimento de pertença e de identificação. Existe uma influência mútua entre o contexto em que se movimentam e o seu “eu”.
O telemóvel é um dos media digitais mais utilizados pelos adolescentes na sua interacção social. Através dele falam, escrevem, lêem SMS, ouvem música, tiram fotografias, partilham informação, acedem à Internet, etc. A maioria não consegue imaginar a sua vida sem este meio de comunicação (e de informação). A sua suposta perca é algo sentido como um corte com a rede social como algo semelhante a estar afastado do mundo. Através do telemóvel mantêm a sua rede social, os laços com o grupo de pertença e constroem a sua identidade. O telemóvel é utilizado em múltiplas situações do dia-a-dia, quando querem partilhar um desgosto, dizerem o que estão a pensar, para
questionarem, para comunicarem que estão felizes, etc., etc. Esta comunicação é feita por diversas formas (mensagens, voz, toques…) algumas das quais bastante codificadas. Esta possibilidade de interacção contínua, sempre que querem e sem marcas da distância (espaço virtual), dá-lhes segurança e confiança, possibilita-lhes estarem fisicamente num local e mentalmente em outro. O telemóvel permite-lhes saírem de zonas de desconforto que eventualmente vivenciam em determinados momentos da vida para passarem para zonas de conforto, através da interacção “virtual”. Esta possibilidade transmite-lhes reconhecimento social e sentimento de pertença, os quais são importantes na construção da sua identidade. A comunicação que estabelecem é predominantemente com os amigos. A utilização do telemóvel é também partilhada com os outros media digitais em simultâneo. A utilização do telemóvel em alguns momentos é também visto como um intruso social, quando a sua utilização vai contra as regras de etiqueta, quando se está fisicamente num espaço social e “virtualmente” em contacto com outro, e pode causar stress e frustrações quando as expectativas tidas sobre a sua utilização são defraudadas, por exemplo, quando pretende contactar um amigo e este não atende. A maioria dos jovens não o desliga, nem em situações em que é proibida a sua utilização, colocam-no em silêncio. Quando dormem, está sempre por perto, na mesinha de cabeceira ou até junto à almofada. Estes elementos demonstram bem a necessidade que os adolescentes sentem em estarem sempre contactáveis (para emitir ou receber) e estarem disponíveis. Este reconhecimento (disponibilidade, presença) é importante no seio do grupo de pertença. O telemóvel representa os seus acessos ao Network social. O número do telemóvel representa o “motor” do veículo, para a vida social, para as redes sociais e representa a ligação com estes contextos através do tempo.
As redes sociais fazem também parte do contexto onde os adolescentes se movimentam muito bem e o qual contribui para a sua socialização, integração no grupo, reconhecimento social, autonomia, liberdade e construção da identidade. Neste espaço virtual, em que não estão sujeitos às regras parentais e escolares os adolescentes e jovens partilham interesses e vivências, correm riscos por sua conta (a maioria não é acompanhada), aprendem e vão-se posicionando quanto à sua identidade. Estes espaços representam também um meio para se manifestarem e participarem na sociedade. Uma boa parte dos adolescentes têm consciência dos conceitos de público e privado diferente do que os adultos têm, devido à influência das redes sociais, este factor também influência a forma como interagem e integram estes elementos, na construção da sua identidade.
Alguns exemplos de intervenções práticas/projectos descritos sobre a utilização das tecnologias de informação e comunicação por parte dos jovens, com a participação de adultos, demonstram que um contexto com estas variáveis, potencia condições para existir aprendizagem entre os dois grupos e tem formas enriquecedoras de construção e desenvolvimento pessoal e social. Toda a envolvência do contexto presencial/físico está cada vez mais, a beneficiar das técnicas multimédia, das ferramentas com variadíssimas funcionalidades e das “regras” e formas de estar, desenvolvidas no contexto virtual. Todas estas possibilidades reflectem-se (promoção de comportamentos cívicos; intervenção social; criação de grupos de pertença; aumento do grau de autonomia; desenvolvimento da capacidade de escolha) em quem as utiliza, particularmente nos adolescentes e jovens devido à fase de “construção” em que se encontram.
As páginas pessoais são igualmente meios de excelência que o adolescente utiliza para construir a sua identidade. Através delas, dá-se a conhecer, faz a sua auto-representação, trata a sua imagem social, promove-a, divulga o seu “eu” (expõe os seus gostos, interesses e sentimentos, aspirações, ideias e opiniões e faz suas auto-reflexões). Através delas cresce, vai formando a sua identidade e faz aprendizagens, torna-se mais seguro e confiante. Para alguns especialistas, os adolescentes são autênticos nos conteúdos das suas intervenções devido às características do estádio de desenvolvimento em que se encontram pelo facto de terem a expectativa de serem reconhecidos e valorizados socialmente pelos outros. A adolescência ao ser uma das fases de desenvolvimento do ser humano, caracteriza-se pela crise de identidade. Nesta fase o indivíduo procura processos de identificação para estar com os que são “iguais” e para validar toda a sua “arquitectura” individual e social. O Blog representa um importante meio na procura e na validação, onde estabelece uma relação com o "eu" e com a multiplicidade dos "outros".
São ainda muitas as questões que se colocam sobre a influência das TIC, na construção da identidade dos adolescentes e jovens. Como sabemos, a construção da identidade é pessoal e social, desenvolvendo-se através da interacção estabelecida entre o indivíduo e o meio/contexto em que está inserido. O “palco” social e a “oficina” social, são “presenciais” e “virtuais” (neste conceito está tudo o que é tecnologia) para os adolescentes que têm acesso a ambos. O adolescente ao movimentar-se nos dois espaços recebe, contribui, e transfere influências entre ambos. Desta forma vai construindo o seu referencial, o qual é diferente do referencial do adolescente que apenas tem acesso ao espaço “presencial”. Sendo o grupo, um lugar privilegiado para o adolescente na fase de construção da sua identidade e havendo a possibilidade de estar em interacção com este, para além do espaço físico, estar em outro espaço baseado nas TIC (com características especificas, com normas próprias, com estímulos contextualizados, exigindo conhecimentos e competências específicas, contribuindo para o desenvolvimento cognitivo e emocional, possibilitar “a presença ausente”…) necessariamente terá de ter reflexos na identidade. Os estudos que estão a ser feitos e que continuarão a ser realizados, terão as respostas às questões que actualmente ainda vamos colocando. Outro aspecto de relevar são as percepções com que ficam devido à velocidade inerente às TIC, à disponibilidade, à facilidade de acesso e à lógica racional. A cultura digital (com primazia para a comunicação), exige uma lógica racional hipertextual, “ora está aqui, ora está ali, ora volta de novo para aqui…”, diferente daquela a que estamos habituados que é linear e sequencial. Estes factores influenciam a sua personalidade, a identidade, as ambições, as “visões” etc.
Actualmente, os jovens dispõem de um número significativo de técnicas/ferramentas (sem custos e de forma rápida), que muito contribuem para o seu desenvolvimento cognitivo, emocional e social e que influenciam a construção da sua identidade. Através de um clique e sentados confortavelmente no sofá, fazem e podem desfazer relações, alteram o perfil, mudam as imagens, usam vários nicknames, etc. Toda esta facilidade, imprime acção, rapidez, estímulo e influência o “ser” e o “estar”.
No campo educacional, estes media digitais poderão ser integrados e aumentar a eficiência e eficácia do ensino e da aprendizagem. Os adolescentes e jovens sentem-se mais ligados ao seu “ambiente” de socialização e de aprendizagem informal. Poderão contribuir para ambientes de ensino e aprendizagem mais enriquecedores e motivadores.
Uma ferramenta que também foi abordada foi o backchannel, que permite a criação de uma sala de chat, visando rentabilizar e melhorar a aprendizagem e contribui para envolver os estudantes e os professores. Decorrente da sua aplicação, potencia a comunidade de aprendizagem, proporcionando sessões mais activas e colaborativas. Os aprendentes adquirem conhecimentos e desenvolvem competências individuais e sociais.
A utilização dos media digitais, assim como de outros contextos em que se movimentam os adolescentes, exige regras e cuidados para os quais estes devem estar alertados e serem conhecedores. Nesta fase de transição, em que o “saber” e o “saber fazer” de muitos educadores, no âmbito dos media digitais, é igual ou inferior ao dos adolescentes, estes não podem ser tecnicamente orientadores, mas deverão continuar a sê-lo ao nível dos valores e comportamentos.
Trabalho desenvolvido
É claro e está confirmado o valor significativo que os medias digitais (genericamente as TIC) têm na construção da identidade social dos adolescentes e jovens. Estes meios fazem parte integrante da sua vida, são o prolongamento do seu “eu”(capacidades, necessidades, hábitos e rotinas…), e são veículos de interacção, de conhecimento, de construção, de “reinvenção” e de desafios. Contribuem para o seu desenvolvimento cognitivo, social e emocional. Os adolescentes e jovens, utilizam-nos para as suas actividades de socialização e construção da sua identidade.
Na comunicação que estabelecem, independentemente do canal utilizado expressam elementos da sua identidade, incorporam outros e também promovem. Enquanto vão interagindo vão construindo os seu traços de identidade e vão-se ajustando conforme as preferências, o sentimento de pertença e de identificação. Existe uma influência mútua entre o contexto em que se movimentam e o seu “eu”.
O telemóvel é um dos media digitais mais utilizados pelos adolescentes na sua interacção social. Através dele falam, escrevem, lêem SMS, ouvem música, tiram fotografias, partilham informação, acedem à Internet, etc. A maioria não consegue imaginar a sua vida sem este meio de comunicação (e de informação). A sua suposta perca é algo sentido como um corte com a rede social como algo semelhante a estar afastado do mundo. Através do telemóvel mantêm a sua rede social, os laços com o grupo de pertença e constroem a sua identidade. O telemóvel é utilizado em múltiplas situações do dia-a-dia, quando querem partilhar um desgosto, dizerem o que estão a pensar, para
questionarem, para comunicarem que estão felizes, etc., etc. Esta comunicação é feita por diversas formas (mensagens, voz, toques…) algumas das quais bastante codificadas. Esta possibilidade de interacção contínua, sempre que querem e sem marcas da distância (espaço virtual), dá-lhes segurança e confiança, possibilita-lhes estarem fisicamente num local e mentalmente em outro. O telemóvel permite-lhes saírem de zonas de desconforto que eventualmente vivenciam em determinados momentos da vida para passarem para zonas de conforto, através da interacção “virtual”. Esta possibilidade transmite-lhes reconhecimento social e sentimento de pertença, os quais são importantes na construção da sua identidade. A comunicação que estabelecem é predominantemente com os amigos. A utilização do telemóvel é também partilhada com os outros media digitais em simultâneo. A utilização do telemóvel em alguns momentos é também visto como um intruso social, quando a sua utilização vai contra as regras de etiqueta, quando se está fisicamente num espaço social e “virtualmente” em contacto com outro, e pode causar stress e frustrações quando as expectativas tidas sobre a sua utilização são defraudadas, por exemplo, quando pretende contactar um amigo e este não atende. A maioria dos jovens não o desliga, nem em situações em que é proibida a sua utilização, colocam-no em silêncio. Quando dormem, está sempre por perto, na mesinha de cabeceira ou até junto à almofada. Estes elementos demonstram bem a necessidade que os adolescentes sentem em estarem sempre contactáveis (para emitir ou receber) e estarem disponíveis. Este reconhecimento (disponibilidade, presença) é importante no seio do grupo de pertença. O telemóvel representa os seus acessos ao Network social. O número do telemóvel representa o “motor” do veículo, para a vida social, para as redes sociais e representa a ligação com estes contextos através do tempo.
As redes sociais fazem também parte do contexto onde os adolescentes se movimentam muito bem e o qual contribui para a sua socialização, integração no grupo, reconhecimento social, autonomia, liberdade e construção da identidade. Neste espaço virtual, em que não estão sujeitos às regras parentais e escolares os adolescentes e jovens partilham interesses e vivências, correm riscos por sua conta (a maioria não é acompanhada), aprendem e vão-se posicionando quanto à sua identidade. Estes espaços representam também um meio para se manifestarem e participarem na sociedade. Uma boa parte dos adolescentes têm consciência dos conceitos de público e privado diferente do que os adultos têm, devido à influência das redes sociais, este factor também influência a forma como interagem e integram estes elementos, na construção da sua identidade.
Alguns exemplos de intervenções práticas/projectos descritos sobre a utilização das tecnologias de informação e comunicação por parte dos jovens, com a participação de adultos, demonstram que um contexto com estas variáveis, potencia condições para existir aprendizagem entre os dois grupos e tem formas enriquecedoras de construção e desenvolvimento pessoal e social. Toda a envolvência do contexto presencial/físico está cada vez mais, a beneficiar das técnicas multimédia, das ferramentas com variadíssimas funcionalidades e das “regras” e formas de estar, desenvolvidas no contexto virtual. Todas estas possibilidades reflectem-se (promoção de comportamentos cívicos; intervenção social; criação de grupos de pertença; aumento do grau de autonomia; desenvolvimento da capacidade de escolha) em quem as utiliza, particularmente nos adolescentes e jovens devido à fase de “construção” em que se encontram.
As páginas pessoais são igualmente meios de excelência que o adolescente utiliza para construir a sua identidade. Através delas, dá-se a conhecer, faz a sua auto-representação, trata a sua imagem social, promove-a, divulga o seu “eu” (expõe os seus gostos, interesses e sentimentos, aspirações, ideias e opiniões e faz suas auto-reflexões). Através delas cresce, vai formando a sua identidade e faz aprendizagens, torna-se mais seguro e confiante. Para alguns especialistas, os adolescentes são autênticos nos conteúdos das suas intervenções devido às características do estádio de desenvolvimento em que se encontram pelo facto de terem a expectativa de serem reconhecidos e valorizados socialmente pelos outros. A adolescência ao ser uma das fases de desenvolvimento do ser humano, caracteriza-se pela crise de identidade. Nesta fase o indivíduo procura processos de identificação para estar com os que são “iguais” e para validar toda a sua “arquitectura” individual e social. O Blog representa um importante meio na procura e na validação, onde estabelece uma relação com o "eu" e com a multiplicidade dos "outros".
São ainda muitas as questões que se colocam sobre a influência das TIC, na construção da identidade dos adolescentes e jovens. Como sabemos, a construção da identidade é pessoal e social, desenvolvendo-se através da interacção estabelecida entre o indivíduo e o meio/contexto em que está inserido. O “palco” social e a “oficina” social, são “presenciais” e “virtuais” (neste conceito está tudo o que é tecnologia) para os adolescentes que têm acesso a ambos. O adolescente ao movimentar-se nos dois espaços recebe, contribui, e transfere influências entre ambos. Desta forma vai construindo o seu referencial, o qual é diferente do referencial do adolescente que apenas tem acesso ao espaço “presencial”. Sendo o grupo, um lugar privilegiado para o adolescente na fase de construção da sua identidade e havendo a possibilidade de estar em interacção com este, para além do espaço físico, estar em outro espaço baseado nas TIC (com características especificas, com normas próprias, com estímulos contextualizados, exigindo conhecimentos e competências específicas, contribuindo para o desenvolvimento cognitivo e emocional, possibilitar “a presença ausente”…) necessariamente terá de ter reflexos na identidade. Os estudos que estão a ser feitos e que continuarão a ser realizados, terão as respostas às questões que actualmente ainda vamos colocando. Outro aspecto de relevar são as percepções com que ficam devido à velocidade inerente às TIC, à disponibilidade, à facilidade de acesso e à lógica racional. A cultura digital (com primazia para a comunicação), exige uma lógica racional hipertextual, “ora está aqui, ora está ali, ora volta de novo para aqui…”, diferente daquela a que estamos habituados que é linear e sequencial. Estes factores influenciam a sua personalidade, a identidade, as ambições, as “visões” etc.
Actualmente, os jovens dispõem de um número significativo de técnicas/ferramentas (sem custos e de forma rápida), que muito contribuem para o seu desenvolvimento cognitivo, emocional e social e que influenciam a construção da sua identidade. Através de um clique e sentados confortavelmente no sofá, fazem e podem desfazer relações, alteram o perfil, mudam as imagens, usam vários nicknames, etc. Toda esta facilidade, imprime acção, rapidez, estímulo e influência o “ser” e o “estar”.
No campo educacional, estes media digitais poderão ser integrados e aumentar a eficiência e eficácia do ensino e da aprendizagem. Os adolescentes e jovens sentem-se mais ligados ao seu “ambiente” de socialização e de aprendizagem informal. Poderão contribuir para ambientes de ensino e aprendizagem mais enriquecedores e motivadores.
Uma ferramenta que também foi abordada foi o backchannel, que permite a criação de uma sala de chat, visando rentabilizar e melhorar a aprendizagem e contribui para envolver os estudantes e os professores. Decorrente da sua aplicação, potencia a comunidade de aprendizagem, proporcionando sessões mais activas e colaborativas. Os aprendentes adquirem conhecimentos e desenvolvem competências individuais e sociais.
A utilização dos media digitais, assim como de outros contextos em que se movimentam os adolescentes, exige regras e cuidados para os quais estes devem estar alertados e serem conhecedores. Nesta fase de transição, em que o “saber” e o “saber fazer” de muitos educadores, no âmbito dos media digitais, é igual ou inferior ao dos adolescentes, estes não podem ser tecnicamente orientadores, mas deverão continuar a sê-lo ao nível dos valores e comportamentos.
Trabalho desenvolvido
Desenvolvi parte da actividade individualmente (não houve mais elementos a escolher o texto 4 e consequentemente a inscrever-se na constituição do grupo), a qual constou na realização da síntese, dos resultados e das conclusões do texto 4, Stald, G. (2008). Mobile Identity: Youth, Identity, and Mobile Communication Media. In Youth, Identity, and Digital Media: 143-164, e participei no fórum de discussão, onde foram debatidas as análises e conclusões dos trabalhos de todos os grupos.
Dificuldades sentidas durante a realização das actividades
Não tive dificuldades na realização das actividades, apenas houve necessidade de investir mais tempo devido ao facto de estar a desenvolver o trabalho individualmente.
Pertinência das actividades para a aprendizagem
A leitura e a elaboração da síntese (com a identificação dos resultados e das conclusões) foi uma actividade enriquecedora pelo conteúdo em causa. A discussão gerada de uma forma global, foi uma das actividades mais interessantes devido ao facto de cada grupo ter desenvolvido o trabalho sobre sub-temáticas diferentes, facto que contribuiu para aumentar a informação disseminada, a construção de maior conhecimento e eventualmente para a diminuição da repetição de conteúdo na discussão.
A leitura e a elaboração da síntese (com a identificação dos resultados e das conclusões) foi uma actividade enriquecedora pelo conteúdo em causa. A discussão gerada de uma forma global, foi uma das actividades mais interessantes devido ao facto de cada grupo ter desenvolvido o trabalho sobre sub-temáticas diferentes, facto que contribuiu para aumentar a informação disseminada, a construção de maior conhecimento e eventualmente para a diminuição da repetição de conteúdo na discussão.


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